Profundos olhos negros a fitar-me
Sou eu no mais profundo de mim
Sou só, magro, exibo cicatrizes
Feridas abertas
Minha pela parda a expor meus ossos
Meus ossos sobre a pedra gélida de uma caverna em mim
Sou o monstro a fitar o medico pelo espelho
Sou o médico – sou o monstro
Sou o médico – sou o monstro
Meus sentimentos, quimeras do meu ser
Faço frente a Cérbero
Olhá-lo não me faz tremer.
Olhos nos olhos, igual a igual.
Sou a essência do monstro
Sou o monstro em essência.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Devaneios
Relâmpagos, relâmpagos em meio a neblina, em meio a noite. O delinear do seu corpo em minha memória
Mas ainda existia uma alma que amasse aquela frágil figura sem rosto. Ainda havia um anjo a olhar pela janela. Havia o sabor da noite , a sensação de sete solidões...
Mas ainda existia uma alma que amasse aquela frágil figura sem rosto. Ainda havia um anjo a olhar pela janela. Havia o sabor da noite , a sensação de sete solidões...
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
A passagem
Existia assim um ser, elevado ao extremo pela ovação de almas que nem mesmo conhecia. Existia sim, um sepulcro caiado.
Foi levado a esse ponto. Carregado, arrastado pelas correntezas de opiniões publica.
Era apenas a carcaça do que seria um ser humano.
Esqueceu de olhar para dentro de si. Perdeu-se em meio aos olhares.
Viu isso, tudo isso. Tudo passou por sua retina antes do ultimo suspiro.
Foi levado a esse ponto. Carregado, arrastado pelas correntezas de opiniões publica.
Era apenas a carcaça do que seria um ser humano.
Esqueceu de olhar para dentro de si. Perdeu-se em meio aos olhares.
Viu isso, tudo isso. Tudo passou por sua retina antes do ultimo suspiro.
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