Algumas palavras permanecem vivas. Mesmo quando tentamos sufocá-las, mesmo quando as atiramos no fundo de um obscuro poço.
Algumas palavras insistem em viver. Mesmo que já não haja palavras para elas entre os vivos.
“Ai palavras, ai palavras. Que estranha potencia a vossa”
Que estranha vontade de se libertar em gritos noturnos...
As palavras, que estranhas vontade de dize-las baixinho ao pé do ouvido...
Enquanto os raios da aurora invadem nosso quarto.
E traz à luz...
Minha solidão, minha insanidade, meu desapego.
Tiro no escuro;
Uivo de coités;
Viúva Negra.
O cuco na parede.
Ás horas, ás hora, ás horas...
As inconsistências, e a relatividade do tempo destituíram minha voz de som.
Minhas palavras de sentido.
Minha história de significado.
Sou um passante anônimo.
Um rosto comum em meio ao passeio público.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
A cruz de Cristo
Ela permanece ali, aquela cruz. Um sinal presente da minha imperfeição, do mal que se instalou em mim. Um estigma em minha alma. O Messias Crucificado por amor de muitos.
Não há ouro na História, não há prata a tilintar pelo caminho do mestre. E as tais trinta moedas faziam parte do plano.
E Deus tornou-se homem. E o homem amou seus semelhantes.
E os “semelhantes” rejeitaram este amor...
Crucificaram o Deus que se fez menino.
Assim, como um reles criminoso! Um ladrão.
O sem pecados se fez pecado... O sem maldição fez-se maldição!!!
E nós, e eu, à quem cabia a maldição. Ando livre pelas ruas...
E vejo representado em suntuosos templos a obra feito pelo Nazareno...
Vejo aquelas palavras simples, aquela dolorosa oração no jardim, o desamparo em meio a sangue e suor no madeiro, sendo comercializado pelos mesmos homens que o penduraram no alto do Golgota!
Mentes maquinam sob a milenar história mais uma forma de aprisionar a alma dos homens...
E o Cristo, que se deixou no madeiro para oferecer liberdade, novamente chora...
Não há ouro na História, não há prata a tilintar pelo caminho do mestre. E as tais trinta moedas faziam parte do plano.
E Deus tornou-se homem. E o homem amou seus semelhantes.
E os “semelhantes” rejeitaram este amor...
Crucificaram o Deus que se fez menino.
Assim, como um reles criminoso! Um ladrão.
O sem pecados se fez pecado... O sem maldição fez-se maldição!!!
E nós, e eu, à quem cabia a maldição. Ando livre pelas ruas...
E vejo representado em suntuosos templos a obra feito pelo Nazareno...
Vejo aquelas palavras simples, aquela dolorosa oração no jardim, o desamparo em meio a sangue e suor no madeiro, sendo comercializado pelos mesmos homens que o penduraram no alto do Golgota!
Mentes maquinam sob a milenar história mais uma forma de aprisionar a alma dos homens...
E o Cristo, que se deixou no madeiro para oferecer liberdade, novamente chora...
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