Estamos calados, nada mais importa quando estamos calados;
A vida passou faceira do outro lado. Mas aqui, nos perdemos en nossos sentimentos e em nossas contradições;
Entre nós já não há palavras, nem carinho.
Somos dois desertos áridos perdidos nos afazeres dos temporais de areia.
Nos perdemos nas distâncias;
No guardar no peito tudo aquilo que deveria ser nosso;
No afogar em máscaras de fingida bonança sentimentos tempestuosos.
Somos dois. quando na verdade deveriamos sermos um.
Meu sorriso te cala os lábios;
Minhas lágrimas te lavam a alma.
Encarcerado em teus braços, quando teus braços deveriam me ser a liberdade.
Permanecemos calados.
Mas o espirito grita, a alma esbraveja.
A alma emudece diante do desespero de estar completamente só e não em meio a multidão.
Mutilado na alma;
Insensível no espirito;
Seco no coração.
estamos maquilados, mascarados.
O pulso ainda pulsa;
O coração ainda bate.
Os pulmões enchen-se de oxigênio.
Mas não se engane amor...
Não estamos vivos.
quinta-feira, 26 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Naufrago
Embaraçou as pernas, cambaleou como se segurasse a ultima garrafa de rum.
Era um naufrago da vida.
Sentado a beira do caminho. Um ninguém para os transeuntes.
Era a inveja de Fernando Pessoa;
O vazo com vida nova aos olhos de Drummond;
O desgraçado poeta de Manuel Cavalcanti.
Um pai desconhecido;
Um filho perdido;
Um irmão distante.
Era outrossim nosso descaso;
Era da vida o acaso;
Aos olhos sórdidos, baixo.
Aos olhos baixo, sórdido.
De experiência sortido;
Mas sem valor, sem nenhum valor.
À beira do meio fio, em trapos.
Humanos em farrapos.
Era um naufrago da vida.
Sentado a beira do caminho. Um ninguém para os transeuntes.
Era a inveja de Fernando Pessoa;
O vazo com vida nova aos olhos de Drummond;
O desgraçado poeta de Manuel Cavalcanti.
Um pai desconhecido;
Um filho perdido;
Um irmão distante.
Era outrossim nosso descaso;
Era da vida o acaso;
Aos olhos sórdidos, baixo.
Aos olhos baixo, sórdido.
De experiência sortido;
Mas sem valor, sem nenhum valor.
À beira do meio fio, em trapos.
Humanos em farrapos.
quinta-feira, 12 de março de 2009
As Palavras
As palavras nunca fizeram muito sentido pra mim. Posicionamento grátis de postura duvidosas me colocaram sempre à parte as palvras e mesmo assim tento intensamente escreve-las...
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