Profundos olhos negros a fitar-me
Sou eu no mais profundo de mim
Sou só, magro, exibo cicatrizes
Feridas abertas
Minha pela parda a expor meus ossos
Meus ossos sobre a pedra gélida de uma caverna em mim
Sou o monstro a fitar o medico pelo espelho
Sou o médico – sou o monstro
Sou o médico – sou o monstro
Meus sentimentos, quimeras do meu ser
Faço frente a Cérbero
Olhá-lo não me faz tremer.
Olhos nos olhos, igual a igual.
Sou a essência do monstro
Sou o monstro em essência.
Quimeras
Postado por Edson Duarte às 06:33 1 comentários
Marcadores: Poesias
Devaneios
Relâmpagos, relâmpagos em meio a neblina, em meio a noite. O delinear do seu corpo em minha memória
Mas ainda existia uma alma que amasse aquela frágil figura sem rosto. Ainda havia um anjo a olhar pela janela. Havia o sabor da noite , a sensação de sete solidões...
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Postado por Edson Duarte às 13:11 0 comentários
Marcadores: Pensamentos
A passagem
Existia assim um ser, elevado ao extremo pela ovação de almas que nem mesmo conhecia. Existia sim, um sepulcro caiado.
Foi levado a esse ponto. Carregado, arrastado pelas correntezas de opiniões publica.
Era apenas a carcaça do que seria um ser humano.
Esqueceu de olhar para dentro de si. Perdeu-se em meio aos olhares.
Viu isso, tudo isso. Tudo passou por sua retina antes do ultimo suspiro.
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Postado por Edson Duarte às 08:22 0 comentários
Marcadores: Poesias
minha’Alma
Sempre choveu na minha alma, não houve se quer um dia de sol.
Nunca houve um sol de primavera, nem mesmo sol com chuva.
Sempre choveu em minh’alma.
Tufões de vento;
Tsunamis de dor;
Vendavais de amor.
Nuvens negras de maus agoros;
Neblinas de terror.
Só se é possível conhecer meu ser. Se achar em meus olhos castanho o espelho de minha’alma.
Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Postado por Edson Duarte às 07:40 0 comentários
Marcadores: Pensamentos
As Horas
Algumas palavras permanecem vivas. Mesmo quando tentamos sufocá-las, mesmo quando as atiramos no fundo de um obscuro poço.
Algumas palavras insistem em viver. Mesmo que já não haja palavras para elas entre os vivos.
“Ai palavras, ai palavras. Que estranha potencia a vossa”
Que estranha vontade de se libertar em gritos noturnos...
As palavras, que estranhas vontade de dize-las baixinho ao pé do ouvido...
Enquanto os raios da aurora invadem nosso quarto.
E traz à luz...
Minha solidão, minha insanidade, meu desapego.
Tiro no escuro;
Uivo de coités;
Viúva Negra.
O cuco na parede.
Ás horas, ás hora, ás horas...
As inconsistências, e a relatividade do tempo destituíram minha voz de som.
Minhas palavras de sentido.
Minha história de significado.
Sou um passante anônimo.
Um rosto comum em meio ao passeio público.
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Postado por Edson Duarte às 06:50 1 comentários













