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Prenúncios

Naquele tempo, na aurora da minha vida, quando o mundo me pareceu belo. Aprendi este estranho jogo que é a vida. Ouvi discurso de personagens que estão a mais tempo no jogo. Ouvi conselhos. Desprezei boa parte deles. Fiz meu caminho. E senti o peso de tomar decisões autonomamente.
Aprendi a descrever sentimentos. Desaprendi o prazer de falar.
Taciturno, melancólico, misterioso. Apensa eu, atrás de um sorriso amarelo. De uma piada sem graça. De gestos ensaiados.
As pessoas acabam. Assim como os sentimentos, as pessoas acabam. Porém a vida continua. O sol sempre nasce outra vez. E o faz, como se cumprindo termos contratuais. Junto com a previsibilidade do sol esta a ferida da alma. As feridas sempre cicatrizam.
Por mais doloroso que foi a abertura. Por mais profundo que tenha siso o corte. As feridas cicatrizam. E somos até capazes de perdoar. E até mesmo fingir que esqueceu.
Alguns de nós vamos até mais longe e cometem os mesmos erros.
Sonho ser este tipo de gente. Queria poder errar tudo outra vez. Cometer meus mais belos erros...
É como saltar de um prédio. E de olhos fechados, sentir que o as asas do ventos te amparou em plena queda. E agora, você voa mais alto que os arranha céus. É como se mudar para um deserto e encontrar um Oásis.
Todas as minhas cicatrizes, minha costas marcada. Todas as minhas lagrimas, todo o meu suor. Meu sangue coagulando reflexões.
Naquele tempo, na aurora da minha vida. Quando o mundo me pareceu belo. Aprendi que meus erros eram apenas prenúncios de vitória.
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Este poema se chama [Morte]

Este é o último da série morte!!!!

A cabeça meio voltada, como que pendente pela forca.
Estou convencido que meus minutos são passos firmes para sepultura.
Se algo não me arrebatar da triste estrada;
Mais cedo ou mais tarde almoçarei com os vermes,
E serei o prato principal.
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Estes poemas se chamariam morte (Neon)

Meia-noite, vento morno, folhas de primavera a sacudir nas arvores.
Ralas nuvens pincelando o céu azul escuro... lua de prata.
Minha rua. Só, deserta.
No alto do poste a luz pisca descompassadamente. Um cão se movimenta. Olhos felinos a olhar-me por sobre muros.
Caminho sobre o asfalto, esta úmido, esta quente. Cheiro de terra molhada impregna minhas marinas.
Passos surdos, compassados, taciturnos... Vozes, embates, descontentamentos, fim de festa. Estouro.
Passos apressados, vozes dissonantes. Um suspiro de vida um sopro de morte. Eu no asfalto, meu sangue no asfalto. Minha alma a voar por um céu de neon.
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Um comentário interessante...

Ontem no ônibus, de volta para casa, encontrei um velho amigo. Daqueles que fazem seu coração bater mais forte só por que trazem boas recordações!!! Ele me viu, e a impressão foi que lembrou imediatamente aqui do blog... E foi uma grande honra saber que meu amigo gostou mesmo daqui deste meu pequeno espaço!!! Um forte abraço Alex!!!

Mudando de assunto.

Além de postar meus textos aqui. também posto no Recanto das Letras, um site para escritor amador... encontramos coisas boas lá...
Mas ao postar o Haikai "O tempo" que esta fazendo parte da coleção "Estes poemas se chamariam morte" recebi um comentário um tanto interessante. Segue:


"Como vai, poeta?***Bom Dia! **vim te conhecer..Matar Saturmo/Cromos é o desejo de todos, mas é ele que nos devora sem piedade...poema sensível... .***Há “Sete Sóis, Sete Luas” em meu soneto hoje ** *** Um beijo azul"

Gente, eu sei que ela queria me dizer algo. Mas, putz, o que???????????
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